Sexta-feira, Novembro 06, 2009

OS CRUCIFIXOS, AS ESCOLAS E O QUE ESTÁ POR DETRÁS

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Será muito importante para os cristãos, para os católicos, para a Igreja, a retirada dos crucifixos das escolas?
Correndo o risco de estar em desacordo com a maioria dos que lêem este espaço, acho que não, acho que até nem me incomoda muito esse facto, a concretizar-se.
É importante, isso sim, que esse crucifixo, ou melhor, que tudo aquilo que o crucifixo representa esteja bem vivo no coração, na vida de cada um, e não só no seu olhar.

Outra coisa bem diferente é a atitude subjacente à exigência dessa decisão do Estado, por imposição de uns quantos.
É que não nos enganemos, essa atitude é a continuação de todo o ataque que tem vindo a ser feito contra a religião cristã e particularmente a Igreja Católica, e aos seus valores, ao longo destes últimos anos.

Se olharmos para trás vamos vendo toda uma série de tomadas de posição com o intuito de afastar as pessoas da religião, (sobretudo cristã e católica), ao princípio tomadas “encapotadamente”, mas, perante a passividade dos cristãos, dos católicos, da própria Igreja, (por vezes preocupada com o politicamente correcto de “César”), exigidas agora com uma força e uma violência que vem do facto de se sentirem a desbravar terreno sem oposição.

E são muitos os que o fazem, ou exigem estas decisões?
Estou em crer que são bem poucos, (perante a "enorme" maioria daqueles que se afirmam cristãos e católicos), mas com uma força e uma perseverança que, ó ironia, Jesus Cristo pede aos seus discípulos.

Mas reparemos que estas tomadas de posição não são isoladas, não são momentâneas, mas sim fazem parte de toda uma acção, mais ou menos concertada e consciente, de afastar “de vez” os homens de Deus, porque sabem bem que nunca conseguirão afastar de vez ... Deus dos homens.

Ou julgamos nós que episódios como os de Saramago, ou de um qualquer político que se diz cristão e católico, mas a favor do aborto, etc., não fazem parte dessa mesma orquestração?

Vão-nos querendo impor restrições ao pensamento e à acção, com teorias de liberdade ditas democráticas, para que temerosos de sermos considerados fundamentalistas, ou qualquer outro palavrão parecido, nos fiquemos por uma “revolta” de silêncio, apenas com os mais chegados, e demos de barato tudo aquilo em que dizemos acreditar.

A Igreja, (que eu amo com todas as minhas forças e que eu sou também), tem a obrigação, o dever, de ser forte guia, clara no pensamento e na Doutrina, sem ambiguidades, que longe de ajudarem, apenas baralham os fiéis, (os verdadeiramente fiéis), na sua acção e no seu testemunho.

Nem por um momento podemos pensar que ao cedermos em determinadas coisas nos podemos manter em “exercício”, porque se cedermos no que parece “acessório”, muito rapidamente seremos obrigados a ceder no essencial.

Porque ao não mostrarmos a nossa forte indignação pela decisão de retirar os crucifixos das escolas, (que até pode ser uma decisão que em nada afecta a vivência da fé), estamos a caminhar muito rapidamente para as decisões que proibirão as procissões nas ruas publicas, e até, porque não, a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos das frontarias das igrejas de culto, a proibição do uso de símbolos religiosos por parte dos cristãos, quem sabe até a proibição de um Bispo poder sair à rua nas suas vestes episcopais!

Ah pois, estou a exagerar!
Pois é precisamente com essa atitude que eles contam, a atitude do “não exageremos”, a atitude do politicamente correcto, a atitude de querermos viver a fé como se de coisa mundana e só mundana se tratasse.

Não, não sou adepto de guerras religiosas, nem de confrontos físicos, (já estive numa guerra, chegou-me bem), mas sou adepto, isso sim, de um testemunho forte e coeso dos cristãos, dos católicos reunidos em Igreja e por Ela acarinhados e defendidos.

Ou talvez não, (perdoem-me a “ironia”), talvez seja melhor deixar tudo andar até à proibição total, para que depois a Igreja sofredora e perseguida se erga na força do Espírito Santo, na força dos que derramam o seu sangue pacificamente pelo Deus de amor em que acreditam.
E hoje há muitas maneiras de derramar o “sangue”, mesmo sem ser o propriamente dito!

Volto ao princípio para dizer que não me incomoda particularmente a retirada dos crucifixos das escolas, mas sim que me incomoda e muito o que está por detrás dessa exigência, que me incomoda e muito a passividade dos cristãos e católicos, (nos quais me incluo), que me incomoda e muito a falta de uma tomada de posição firme e clara, da hierarquia da Igreja, que nos ajude e conduza no testemunho de vivência da Fé em Jesus Cristo, que dá sentido à vida humana, à vida que foi criada pelo Pai, no Espírito Santo, à Sua imagem e semelhança.


Dia de São Nuno de Santa Maria
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Segunda-feira, Novembro 02, 2009

TODOS OS SANTOS OU TODOS SANTOS

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Lemos muitas vezes e detemo-nos nas vidas dos Santos.

Empolgam-nos essas vidas e sempre sentimos um sentimento de amor por eles e sobretudo pelo Nosso Deus que constrói e se faz presente nessas vidas.

Só que muitas vezes também, ligamos mais ao “acessório” que ao essencial. Quedamo-nos maravilhados com os milagres operados pela sua intercessão, (e não nos esqueçamos que os milagres são de Deus e que os Santos “apenas” intercedem), que passam a fazer parte da nossa memória, e repetimo-los vezes sem conta àqueles com quem conversamos, para tentarmos mostrar o amor e o poder de Deus vivo e presente no meio de nós e em nós.

E não tem mal nenhum fazê-lo, antes pelo contrário, são sinais da presença e do amor de Deus, mas temos de ir muito para além disso.

Com efeito, ao lermos e meditarmos na vida dos Santos, temos de ter sempre presente em nós, que o maior milagre que Deus faz, é a vida de cada um, e que as vidas dos Santos nos devem servir de testemunho, de exemplo, de guia.

Como se comportam os Santos perante as contrariedades?
Como vivem os Santos as alegrias?
Como enfrentam os Santos as tristezas?
Como aceitam e vivem os Santos o sofrimento?
Como vivem os Santos as suas vidas de oração?
Como vivem os Santos no seu dia a dia, (sobretudo estes Santos nossos contemporâneos), a sua entrega a Jesus Cristo e O reflectem para os outros?
Quais as atitudes dos Santos perante as questões da vida, na família, na sociedade e até na política?

A lista seria interminável, mas cada um de nós deve na especificidade da sua vida, de família, de trabalho, de sociedade, encontrar na vida dos Santos a resposta que deram e viveram cada situação, iluminados pela graça de Deus.

E que diferença fazem os Santos de cada um de nós?
Não nasceram como nós de um pai e de uma mãe?
Não passaram pelas mesmas fases de crescimento?
Não tiveram que aprender tudo como cada um de nós?
Foi-lhes dada por Deus alguma coisa mais que a cada um de nós não tenha sido dado?

Sabemos bem a resposta a estas perguntas e que nos leva, quer queiramos quer não, a sabermos que os Santos foram em tudo iguais a nós, mulheres e homens frágeis e pecadores como cada um de nós, mas que viveram tendo como Mestre e Senhor das suas vidas Jesus Cristo, e que em cada momento das suas vidas tudo Lhe entregaram e confiaram, desde o momento mais importante, à decisão mais simples e comezinha.

Então, se permaneciam na Videira, se eram verdadeiramente os ramos da Videira, recebiam da sua seiva e deixavam-se podar de tudo aquilo que precisava ser podado.
Nesta comunhão diária, feita de amor, de entrega e oração, é então Deus que se revela neles, que se revela nos sinais que opera através deles, pois estão-Lhe tão próximos que não os pode deixar de ouvir e atender e porque essa proximidade, essa intimidade, os leva sempre a pedir aquilo que é da vontade de Deus.

E nós não o podemos fazer? Não podemos viver assim também?
Claro que sim, que podemos, mas para isso temos de sair de nós próprios, dos nossos medos, dos nossos confortos, (sejam eles quais forem), das nossas certezas e sobretudo percebermos que cada um de nós é santo por vontade de Deus e que por isso mesmo basta aceitá-la e vivê-la, amando-O acima de todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos.

Em cada momento das nossas vidas “fazer” Cristo presente, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na família e no trabalho, nas decisões mais importantes e nas decisões mais simples, sermos Igreja em cada momento, porque em Igreja, Deus está sempre presente e o Seu Espírito Santo ilumina, fortifica e conduz.

Ser santo é ser filho de Deus e fazer a Sua vontade em tudo.
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Segunda-feira, Outubro 26, 2009

«Em que deis muito fruto...» Jo15,8

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Hoje nas minhas orações da manhã li um pensamento do Santo Padre Pio.

Diz ele o seguinte:
«Já viste uma grande seara em tempo de colheita? Poderás observar que certos caules são altos e exuberantes; outros, ao contrário curvam-se até tocar o chão. Se experimentares colher esses caules mais altos, mais vaidosos, verás que estão vazios, enquanto os mais baixos, mais humildes, estão carregados de grãos.»

Reparemos no fariseu que entra no templo, alto e direito no seu orgulho e vaidade de se considerar justo, tão digno que se permite olhar Deus “olhos nos olhos”, e no entanto a sua oração de nada serve, é vazia de frutos.
Mas o publicano, curvado, envergonhado, humilde, que nem sequer se considera digno de ali estar, oferece a Deus uma oração que dá frutos, não só para ele mas também para nós que agora meditamos nessa atitude.

Quantas vezes em Igreja não estamos frente a alguém que se considera muito sabedor, muito bom orador, que do alto da sua importância dirige palavras aos fiéis e que no entanto no fim nada fica, nada constrói, nada frutifica?
Mas quantas vezes também não estamos frente a alguém, que reconhecendo-se no seu nada, entrega o seu saber Ao que tudo pode, e hesitando nas palavras, não tendo um discurso “perfeito”, toca os nossos corações e semeia sementes que dão muito fruto?

Curiosamente os bens materiais não pesam nas nossas vidas, não nos curvam pelo seu peso, antes pelo contrário, (quando mal aproveitados), fazem-nos mais altos, mais direitos, mais importantes, e no entanto vazios, vazios de amor, vazios de caridade, vazios de ternura e não dão paz nem fruto, mas apenas preocupação e solidão.
“Era tão pobre, tão pobre, que só tinha dinheiro!”
No entanto, aqueles que os não têm, (ou que tendo-os, os sabem aproveitar), andam mais curvados para estarem mais atentos às necessidades dos outros, e dão-se, e têm e recebem amor, e o pouco que têm e que dão, frutifica e dá muito fruto.

Senhor,
ensina-nos a humildade de sabermos que só unidos a Ti podemos dar fruto e fruto abundante.
Ensina-nos a sermos nada, para em Ti sermos tudo.
Amen.
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Segunda-feira, Outubro 19, 2009

QUEM DIZES TU QUE EU SOU?

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«Quem dizes tu que Eu sou?»,
perguntas-me Tu Senhor,
com os Teus olhos fixos nos meus
com esse Teu jeito de amor.
Eu olho-Te então também
e receoso da resposta,
pouco forte e convicta,
respondo-Te muito baixinho:
«Tu és o Filho de Deus,
o meu Deus e meu Senhor.»
Mas Tu olhas-me outra vez,
e com redobrado amor,
perguntas-me novamente:
«Mas quem foi que to revelou?
Foi Meu Pai que está no Céu,
ou foi o teu coração,
que procura a Verdade?»
E eu pequenino respondo-Te,
a voz como num fio,
não fosses Tu ouvir-me:
«Ó Senhor,
eu sou tão fraco!
Como querias Tu meu Senhor
que eu sozinho pudesse,
saber assim toda a Verdade?
Que Tu és o Filho de Deus,
o Messias enviado,
o meu Deus e meu Senhor
que na Cruz crucificado,
se entregou por mim,
por todos nós,
só por simples e puro amor.»
Abre-se o Teu sorriso,
aliás nunca fechado,
e é um sol,
uma luz resplandecente,
que me atinge em todo o ser.
Aclara-se-me então a voz,
torna-se mais forte a fé,
perco o medo, o temor,
e grito mais alto que o mundo,
por cima da criação,
com esta voz que Tu enches:
«Jesus Cristo é o Senhor,
o Filho de Deus vivo,
nascido e feito Homem,
em tudo igual a nós,
excepto no pecado.
Que se entregou por amor,
numa Cruz crucificado,
trespassado o coração,
pela maldade dos homens.
E que tendo sido morto
por fim foi sepultado,
para ressuscitar glorioso,
vencida que foi a morte,
vencido que foi o pecado.
Mas que ficou entre nós,
na humildade do Pão,
para ser alimento e vida,
dos que buscam salvação.»
E nada nem ninguém,
mesmo culto e inteligente,
pode negar e mudar,
esta verdade tão simples,
que nos fala ao coração,
por Ele em todos criado:
«Jesus Cristo é o Senhor,
o Filho de Deus vivo,
Palavra de eternidade
que nos conduz ao amor
e encerra toda a Verdade.»

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Texto que me foi suscitado pelas inauditas e insultuosas palavras de José Saramago.
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Segunda-feira, Outubro 12, 2009

CAMINHAR EM IGREJA

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No Domingo dia 7 fui incumbido pela minha Comunidade Luz e Vida, de fazer o ensinamento da “Tarde de Louvor”, que celebramos em Albergaria dos Doze, todos os primeiros Domingos de cada mês.

Porque à última hora não foi possível a quem o ia fazer estar presente, foi-me pedido pouco tempo antes, que me preparasse para falar às irmãs e irmãos presentes, vindos de vários pontos do país.

Coloquei-me nas mãos de Deus e pedi ao Espírito Santo que me iluminasse, pois se não fosse Ele a falar em mim, de nada serviriam as palavras que eu dissesse.

Recentemente o nosso Bispo, D. António Marto, escreveu uma lindíssima e sobretudo profunda Carta Pastoral, que intitulou “Ir ao coração da Igreja”, pelo que fui levado a falar sobre a Igreja.

À medida que ia falando sobre a Igreja, sobretudo no sentido de que todos somos Igreja, e que a Igreja não dever ser entendida de forma redutora como sendo só a hierarquia, e muito menos ainda como se de uma instituição humana pura e simples se tratasse, ia vivendo no meu coração o episódio bíblico da cura do paralítico narrada em Lc 5, 17-26.

Deixei-me levar por essa imagem daqueles quatro homens que levavam o paralítico a Jesus e encontrei aí as similitudes com a Igreja.

No fundo a Igreja é, ou melhor, somos todos nós representados naqueles quatro homens e naquele paralítico, embora não se esgote nesta imagem.

Com efeito, movidos pela fé caminhamos para Jesus e com Jesus, levando connosco aqueles que mais precisam, levando connosco aqueles que precisam ter um encontro pessoal com Cristo, para que nesse encontro a sua vida seja tocada e renovada por Ele.

E nessa caminhada enfrentamos obstáculos, muitos e variados, não só para nos chegarmos a Ele, mas também para levar os outros a Ele.

Mas aqueles homens ensinam-nos, porque não desistiram mesmo perante a multidão “de dificuldades”, e abrindo caminhos novos, subindo ao alto, rompendo as barreiras, (tecto), colocaram aquele por quem pediam frente a Jesus.
E ali ficaram, pedindo com certeza, sem desfalecer, porque Lucas nos diz que Jesus «viu a fé daqueles homens», e perante essa fé, perante essa perseverança, tocou a vida daquele que eles traziam.

Quantas vezes nós pedimos e perante as dificuldades logo desistimos!? Quantas vezes os nossos pedidos, as nossas orações são apenas por nós e pelas nossas necessidades!? Quantas vezes nos entregamos à rotina e não descobrimos caminhos novos para viver a fé todos os dias!? Quantas vezes não nos pomos nós de lado, como se nada fosse connosco, como se não fossemos também nós Igreja!?

É que ser Igreja é isto também: ir ao encontro de Cristo, mas não ir sozinho.
É ir em comunidade e levar connosco aqueles que precisam, aqueles que O não conhecem e precisam de O conhecer para que as suas vidas tenham sentido como as nossas têm, de tal modo que não desistimos de acreditar que Ele tudo pode.

É levar connosco aqueles que não conseguem perdoar, aqueles que julgam não poderem ser perdoados, aqueles que estão oprimidos e injustiçados, aqueles que se sentem escorraçados, desprezados, aqueles que estão doentes e precisam de viver a esperança que dá sentido ao próprio sofrimento.

Claro que há aqueles que criticam, que tentam impedir, que dizem que Jesus Cristo não é o Filho de Deus, que dizem que não vale a pena, que afirmam que a Confissão não existe e que nos devemos confessar directamente a Deus e tantas, tantas coisas que são entraves ao caminho.

Mas a esses, unidos em Igreja, com Jesus Cristo no meio de nós, («onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» Mt 18,20), nós respondemos em e com a Igreja que Deus é perdão e que não há nada que o homem faça que Deus não perdoe perante o seu arrependimento, e que Deus faz muito mais do que isso, porque o Seu perdão é sempre acompanhado da paz que leva muitas vezes à cura, para que os homens tenham «vida e a tenham em abundância.» Jo 10,10

Sim aqueles cinco homens representam muito bem a Igreja e o que Ela faz!

Umas vezes somos os quatro que intercedem, outras vezes somos o paralítico que precisa de ajuda, mas sempre, sempre a Igreja em Nome de Jesus Cristo nos administra o perdão, nos leva ao encontro de Cristo, nos leva ao encontro da vida nova que nos é dada na Mesa da Eucaristia, nos transporta á vivência do Deus vivo que se revela nos Sacramentos.

Então aí, perante a evidência da presença de Deus e das graças que derrama em nós, também nós «ficamos estupefactos e glorificamos a Deus dizendo cheios de temor: Hoje vimos maravilhas!» Lc 5,26


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Não foi só isto com certeza que disse, ou melhor que o Espírito Santo disse pela minha voz, nem a Igreja é só isto, mas estas palavras escritas já nos dão sem dúvida muito caminho para reflectir, muito coisa para corrigir, muita oração para orar, muita vida verdadeira para viver, ao encontro de Deus que é e se faz Igreja connosco.
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Sexta-feira, Outubro 02, 2009

O ORGULHO

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Pois é, Senhor, por muito que nos chames a atenção, que nós entendamos e reflictamos no que nos dizes ao coração, acabamos por cair tantas vezes nos mesmos defeitos.

O orgulho, Senhor!

O orgulho obnubila-nos o pensamento, a razão, e somos então presas fáceis do inimigo que nos quer enganar.

É que o orgulho afasta-nos de Ti, da Tua Palavra, do Teu conselho, pois leva-nos a acreditar que somos capazes sozinhos, que somos melhores do que os outros, que fomos escolhidos por nós próprios, pelas nossas capacidades, para uma determinada missão, como se aquilo que somos, ou temos, não fosse dom de Ti.

Tu, Senhor, não Te afastas de nós, (não o podes fazer porque nos amas e és sempre fiel), mas nós é que fechamos os ouvidos do coração, do pensamento, a Ti, porque eles estão cheios dos nossos ouvidos que só se ouvem a si próprios.

Tu estás ali, sempre, e vais-nos avisando com pequenos pormenores, mas nós, cheios de nós próprios, das nossas certezas, não queremos ouvir, não queremos ver, não queremos perceber, e vamo-nos afundando e mergulhando no nosso orgulho, que se vai rindo de nós e arrastando-nos para o erro e a mentira.

Mas Tu não desistes dos Teus, e vais insistindo, até que num determinado momento uma luz desponta e se faz ver por cima do orgulho, a razão prevalece, e envergonhados percebemos como o orgulho nos cegou.

E voltamos à luta, e aceitamos a lição, e conscientemente sabemos que a luta é diária e que ainda vamos cair mais vezes.

Mas a maior, a mais importante e definitiva certeza, Senhor, é que Tu nos amas com amor eterno, que o Teu perdão é infinitamente maior que o nosso pecado, e que Tu nunca, nunca nos abandonas porque és sempre fiel e não podes deixar de o ser.
«Se formos infiéis, Ele permanecerá fiel, pois não pode negar-se a si mesmo.» 2 Tm 2,13

Senhor, falo-te no plural, mas a confissão é minha!

Ajuda-me Senhor, para que o orgulho não esmoreça a Fé que me concedeste, não abafe a razão com que me criaste.
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Terça-feira, Setembro 22, 2009

OS CRISTÃOS E AS ELEIÇÕES

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Falta menos de uma semana para irmos a votos no nosso Portugal.

Escrevo então, o mais humildemente que me é possível, para os cristãos deste nosso país que porventura me leiam.

Por vezes esquecemo-nos que ser cristão representa não só a adesão a Cristo, mas também por força disso mesmo, a missão de levarmos Cristo aos outros e os outros a Cristo, de lutarmos por um mundo mais fraterno, que viva do amor e no amor que Jesus Cristo nos veio revelar e que é e tem de ser sempre a matriz do nosso viver, do nosso pensar, do nosso agir cristão.

E um dos direitos de que todos os homens são detentores, (ou deveriam ser), é o de concorrerem pelo exercício da sua liberdade, na escolha daquelas e daqueles que devem governar as nações.

Mas para nós cristãos este não é só um direito, mas também um dever, porque se o somos verdadeiramente, devemos viver neste mundo e ajudar a transformá-lo, a conformá-lo à vontade de Deus, porque acreditamos que só a vontade de Deus é o melhor para o Homem, qualquer Homem.

Esquecemo-nos muitas vezes dos pecados por omissão e omissão é com certeza não nos empenharmos na construção de um mundo mais fraterno e harmonioso, que como nós sabemos e acreditamos, tem de ser edificado segundo a Palavra de Deus, que é Deus de todos e não só de alguns.

E devemos exercer esse direito e dever livremente, sem impor nada a ninguém, mas não deixando de dar testemunho daquilo em que acreditamos, para que outros possam tomar conhecimento e acreditar no Deus que nos criou.

Poderemos pensar e até dizer que o temos feito, mas isso não é verdade, pois basta ver o resultado do referendo ao aborto para percebermos que muitos cristãos pensaram que não era nada com eles, ou então ingenuamente julgaram que Deus faria aquilo que eles não se predispuseram a fazer.

Ou então, ainda, eram cristãos só de “apelido” e não conheciam verdadeiramente a Palavra de Jesus Cristo, pelo que, em vez de se conformarem com a Palavra, quiseram conformar a Palavra com aquilo que era sua vontade, quiseram que a Palavra fosse para servir os seus interesses.

E temos muito em que pensar, ou até talvez não!

Com efeito andam para aí uns partidos que arrogando-se de defenderem os “fracos e oprimidos” pareceria que defendiam aquilo que Jesus Cristo nos veio ensinar, mas nada mais falso, porque a coberto dessa capa têm escondido o ataque mais insidioso à célula mais importante da sociedade que é a família, para além de muitas outras coisas.

E não se coíbem de citar pessoas da Igreja com um despudor inadmissível, para servir os seus propósitos, interpretando a seu belo prazer aquilo que homens da Igreja disseram.

Chegam ao cúmulo de afirmar que têm padres nas suas fileiras, padres esses que tendo-se separado da Igreja continuam no entanto a usar esse “título”, porque se assim não fizessem, ninguém os ouviria.

E quando dizemos que a Igreja deveria ser bem mais clara, aconselhando os cristãos e chamando-lhes a atenção para a falta de valores cristãos da maior parte desses programas de “governo”, ainda pretendem citar Jesus Cristo dizendo: «A César o que é de César e a Deus o que é de Deus».

Mas então interpretemos literalmente como eles pretendem a Palavra, e logo reparamos que a Deus não interessam as “moedas de César” e que são de César, a Deus interessa a vida que é de Deus e que eles desde logo negam a partir da sua concepção.

Não nos deixemos enganar, porque esta suposta defesa dos direitos do homem, não passa de uma arrogância sem limites que afinal atenta contra o próprio homem, atenta contra a dignidade do homem, atenta contra a vida do homem.

Hoje, já bastante às claras, o ataque à Igreja e aos cristãos é visível em todo o lado, mas ainda é pouco, pois a sua vontade é destruir tudo o que vem de Deus, para que alguns homens possam dominar o homem.

Então pergunto eu, seremos nós cristãos que lhes daremos o poder, para que eles nos possam destruir?

Temos dúvidas?

Não sabemos se este ou aquele partido serve aquilo em que acreditamos, se é conforme ao que de mais profundo queremos viver nas nossas vidas, se é um partido que quer servir o homem enquanto filhos de Deus?

É muito simples a solução:
A Bíblia numa mão, o Catecismo na outra, para lermos e vivermos no Espírito Santo e não no nosso fraco espírito, no coração a fé, a confiança que nos anima, juntamente com a coragem que nos vem pela graça de Deus, e vamos lá colocar a cruzinha naqueles que defendem os valores da vida e do amor, para que não venha depois uma cruz bem maior sobre os nossos ombros e sobre as nossas consciências.
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Quarta-feira, Setembro 16, 2009

OLHO PARA DENTRO DE MIM

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Olho para dentro de mim,
tomo o peso do meu coração,
meço a paz que está no meu ser,
verifico se a vida que vivo,
é vida em abundância,
e descanso no Senhor.
Se o coração está pesado,
faço um exame profundo,
pois fico preocupado.
É que o amor não pesa,
e se o peso é demasiado,
então é porque me pesa o mundo,
muito mais que o meu Senhor,
que é no tudo e no todo,
“apenas” e só amor.
É que o amor dá-nos asas,
para voarmos com os pés no chão,
mas o mundo, só pelo mundo,
prende-nos, amarra-nos,
pesa-nos no coração,
e não nos deixa voar,
ao encontro do amor.
Por isso,
meu Deus e Senhor,
entrego-me todo a Ti,
para que o mundo que vivo,
seja leve como o vento,
tão leve que a minha vida,
nas tristezas e alegrias,
seja vida em abundância,
vivida no Teu amor.

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Sábado, Setembro 05, 2009

EFFATHÁ!

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Effathá!
Dizes-nos Tu Senhor,
permanentemente,
e nós continuamos calados,
sem falarmos do Teu amor a toda a gente.
Effathá!
Dizes-nos Tu Senhor,
permanentemente,
e nós continuamos surdos,
sem queremos ouvir a Tua voz.
Effathá!
Dizes-nos Tu Senhor,
permanentemente,
e nós continuamos de coração fechado,
sem deixarmos que habites em nós.
Effathá!
Dizes-nos Tu Senhor,
permanentemente,
e nós continuamos de mente fechada,
tentando controlar a fé,
com a razão.
Effathá!
Dizes-nos Tu Senhor,
permanentemente,
e nós continuamos ausentes,
longe da Tua Palavra,
longe da oração.
Effathá!
Dizes-nos Tu Senhor,
permanentemente,
e nós continuamos de braços fechados,
sem acolher o nosso irmão.
Mas Tu Senhor não desistas,
de abrir as nossas bocas,
de abrir os nossos ouvidos,
de abrir os nossos corações,
de abrir as nossas mentes,
de abrir os nossos braços.
Que em cada hora e minuto,
Do tempo que a Tua vida nos dá,
nós possamos sempre ouvir,
a voz do teu amor,
que nos diz permanentemente,
Effathá!
Effathá!
Effathá!

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Terça-feira, Setembro 01, 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 17

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Terça feira, 30 de Dezembro de 2003

Obrigado Senhor por mais este dia e por tudo quanto nele me deste.

Obrigado Senhor por todos estes dias, por todo este ano que agora finda.
Obrigado Senhor por tudo quanto neste ano me deste: as alegrias e as tristezas que permitiste em mim, tudo o que correu bem e tudo quanto foram provações, contrariedades, adversidades, dores e sofrimentos.
Obrigado Senhor!

Obrigado Senhor porque me quiseste ensinar aquilo que verdadeiramente sou: nada, sem Ti, não sou nada!

Permitiste que eu ficasse sem tantas coisas de que eu tanto gostava, para me dizeres que só Tu me bastas.

Permitiste que fosse humilhado, sobretudo perante aqueles de quem eu pensava ser superior, para me mostrares que todos somos iguais e que eu sou tão fraco e pobre como os mais fracos e pobres, pois só em Ti posso encontrar força e riqueza.

Permitiste que me angustiasse, que quase me revoltasse, para me dizeres que só em Ti devo depositar a minha confiança, a minha esperança.

Permitiste que tivesse de depender de outros, para me mostrares que sozinho nada sou, e que aquilo que são certezas do mundo, são coisas frágeis e perecíveis, pois só as coisas do Céu são eternas.

Permitiste que tivesse de sair da minha casa, da minha terra, para me mostrares que aquilo que eu achava meu por direito próprio, nada mais era que graça da Tua bondade, pois tudo Te pertence e só por graça o colocas nas nossas mãos.

Permitiste momentos de aridez, de secura, e permitiste momentos de oração íntima, de paz interior, de elevação da alma.

Permitiste as minhas fraquezas, mas deste-me sempre forças para as superar.

Permitiste dores e sofrimentos, mas deste-me sempre meios para os enfrentar.

Permitiste que por vezes me afastasse de Ti, mas correste sempre ao meu encontro e abriste-me sempre os Teus braços.

Permitiste o orgulho e a vaidade em mim, mas mostraste-me sempre o caminho da humildade.

Obrigado Senhor pelo Teu amor, pelo Teu carinho, pela Tua ternura, pela Tua paz, pelo Teu perdão, pela Tua misericórdia, pela Tua piedade, pela Tua compaixão, pela Tua fidelidade, pelos Teus braços abertos para mim.

Obrigado pela fé, pela perseverança, pela fortaleza. Pela oração, pelo louvor, pela adoração, pela Palavra, pela exortação, pela Comunhão, pela Confissão, pela libertação.

Obrigado Senhor, porque apesar de fraco, pobre e por vezes desiludido e angustiado, nunca deixaste de querer confiar em mim.

Obrigado Senhor, porque apesar de nada valer, quiseste precisar de mim, quiseste servir-te de mim.

Obrigado Senhor, porque apesar de casmurro e teimoso, quiseste fazer de mim um homem mais cordato e conciliador.

Obrigado Senhor, porque apesar de eu nada Te ter dado, Tu a mim me deste tudo.

Obrigado Senhor, porque apesar do meu coração duro, fizeste mais forte em mim o amor por Tua Mãe.

Obrigado Senhor, porque eu sou Teu, porque eu Te pertenço, porque tudo o que tenho e sou, é Teu para sempre.

Ajuda-me e ensina-me Senhor, a viver sempre e cada vez mais para Ti, por Ti e em Ti.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

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Quarta-feira, Agosto 26, 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 16

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Sábado, 20 de Dezembro de 2003

Obrigado Senhor por este dia e por tudo quanto nele me deste.
Cada vez mais Senhor, percebo que sozinho nada sou, que só contigo posso esperar ser alguma coisa útil aos outros e a mim próprio.

Aproxima-se o Natal e parece que cada vez tenho menos tempo para falar contigo, escrevendo estas coisas que me vêm ao coração.

Queria um Natal diferente, um Natal Teu, verdadeiramente Teu.

Queria pertencer ao teu Presépio, estar com os pastores em adoração, estar assim nu de todo o mundo, nu de todas as coisas que me preocupam, vazio de todos os orgulhos, vaidades, ciúmes, liberto dos maus pensamentos.
Queria Senhor estar limpo, nu de tudo, para Te receber no meu coração, para Te receber na minha vida.

Receber-Te a Ti, Menino Jesus, fazendo-me menino também, puro e simples, num amor sem acessórios, numa entrega sem reticências.

Queria Jesus, que nascesses no meu coração, verdadeiramente fizesses morada no meu coração, na minha vida, e que me ajudasses e ensinasses a receber-Te, a viver-Te, a comungar-Te, a seguir-Te, a agradar-Te, a servir-Te, a sofrer contigo, a encontrar em Ti toda a razão da minha existência, fazendo do Teu anúncio a primeira razão do meu viver.

Queria estar ali, naquele momento, como o mais humilde pastor, prostrado, sem ousar levantar os olhos para Ti, mas sentindo a Tua presença no mundo, na minha vida, e nunca, nunca mais me apartar de Ti.

Queria olhar para Ti Jesus, para Tua Mãe e para José e cantar de alegria:
«Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens por Ele amados».

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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Terça-feira, Agosto 18, 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 15

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Quarta feira, 17 de Dezembro de 2003

Obrigado Senhor por este dia, por todas as graças que me deste, pela oração da noite e pelo amor e paz que me fizeste sentir.

Perdoa-me Senhor, porque mais uma vez me deixei levar pela inveja e pelo ciúme.
Deixei que o meu coração, a minha mente se perturbasse e fizesse criticas e julgamentos aos meus irmãos em Ti, Senhor.
Eu não quero ser assim, Senhor, mas tantas vezes não consigo!
Ajuda-me Senhor, porque só Tu podes vencer em mim estes terríveis defeitos, que me envenenam o coração, que me envenenam a mente, que me envenenam a vida.

Senhor, quero ser humilde, tudo suportar e tudo calar, deixar que sejas Tu, pela voz dos outros a solicitar-me para o que de mim precisares e não deixar que o meu coração se inquiete por ver outros fazerem coisas que eu gostaria de fazer, de julgar que dão mais atenção a outros do que a mim, ou de fazer juízos em que me julgo superior aos outros.
Quero calar-me e tudo aceitar, se for essa a Tua vontade.

Assim, Senhor, a partir de hoje, ajuda-me a não deixar que o meu coração se perturbe e que eu não queira fazer mais do que aquilo que me pedes pela voz de outros, a não me sentir ofendido nem diminuído se não for chamado para nada.
Que eu possa sentir no meu coração que és Tu, Senhor, que permites que assim seja para que eu aprenda a humildade e o serviço a Deus e nos/aos outros.

Ajuda-me Mãe, modelo de humildade e serviço, a viver para o Teu Filho, conforme a vontade do Pai, guiado pelo Espírito Santo.
Dá-me a mão Mãe e guia-me a vida.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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Quarta-feira, Agosto 12, 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 14

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Quarta feira, 26 de Novembro de 2003

Obrigado Senhor por este dia e os dois dias anteriores. Obrigado Senhor pelas horas difíceis de Segunda feira e porque estiveste comigo e me deste força.
Obrigado Senhor, por continuares a derramar o dom da fé na minha vida.

Que seria de mim sem Ti, Senhor? Como poderia eu passar horas tão amargas, tão difíceis, se Tu, Senhor, não estivesses comigo?
Obrigado Senhor pelo Teu amor.

Reconheço que sem Ti nada sou, e que todo o orgulho e vaidade do ter, querer e poder, para nada servem quando as provações, as contrariedades, as adversidades nos batem à porta.
Só contigo, Senhor, se podem atravessar “vales tenebrosos”, pois só em Ti podemos confiar e esperar.

Pobre e fraco que sou, demoro muito tempo a aprender que só em Ti devo esperar e confiar, mas peço-Te Senhor, não desistas de mim, não desistas de mudar o meu coração, a minha cabeça, porque eu quero ser Teu, Senhor.

Abandono-me aTi e com medo, mas confiante, peço-Te Senhor, a Ti que me conheces, se o meu coração ainda não percebeu, se a minha vida ainda não mudou, continua Senhor a provar-me até que tudo em mim clame por Ti, até que tudo em mim Te pertença e eu esteja todo entregue a Ti.

Mãe, minha querida Mãe, ajuda-me, ensina-me a dizer sim, como tu disseste sim, porque acreditaste que do Pai só vem o melhor para nós.
Mãe, minha Mãe do Céu, ensina-me a humildade e o silêncio que levam à santidade.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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Quinta-feira, Agosto 06, 2009

CAMINHO DE CONVERSÃO 13

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Terça feira, 4 de Novembro de 2003


Obrigado Senhor por mais este dia e por todas as graças que durante ele derramaste em mim.
Não sei Senhor quais foram, provavelmente nem as senti, mas creio Senhor que nunca abandonas os Teus e por isso estás sempre a derramar o Teu amor em cada um de nós.
Concedeste-me, com certeza, a grande graça de afastares de mim o mal e me dares forças para resistir a muitas tentações.
Glória a Ti, Senhor.

«Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação, perseverantes na oração» Rm 12,12
Obrigado Senhor por esta Palavra, por este conselho, por esta advertência.
Tantas vezes que me deixo levar pela “desesperança” e tantas vezes, mesmo esperando, me deixo arrastar pela tristeza, como se realmente nada esperasse.
Senhor eu creio em Ti, creio que estás sempre comigo e creio que só fazes ou permites o que é melhor para mim, por isso tenho de esperar em Ti, e esperar alegremente. Dá-me Senhor da Tua alegria.

Tantas vezes que reclamo das tribulações, das adversidades, das provações, e afinal, Senhor, também são caminhos para encontrar a humildade, para encontrar-Te e perceber que sem Ti nada posso.
Dá-me Senhor, o dom da paciência, para que possa viver as tribulações pacientemente esperando em Ti.

Tantas vezes oro, e me canso de orar, como se houvesse um espaço de tempo para me responderes e que no fim desse tempo eu já nada deveria esperar.
Às vezes é tão difícil, Senhor, perseverar.
Estou a orar correctamente? Estou a fazer o que Deus quer?
Se essas perguntas se me põe é porque estou a pensar em mim e não me estou a abandonar a Ti, para que seja o Teu Espírito Santo a orar em mim.
Dá-me o dom da perseverança, para que a minha vida seja oração, que me leve à paciência na tribulação e à alegria na esperança.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
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